Não Perdemos…ainda!

Há uma luta a ser lutada, ainda. Embora o estrago tenha sido imenso, embora tenhamos perdido muito de nossa independência política, econômica e, como não?, humana, esta batalha assimétrica não está de todo perdida. Vamos recordar que, no primeiro semestre de 2003, estávamos à beira da insolvência, éramos devedores do Monetário Internacional, tínhamos uma taxa de desemprego imensa e muitas de nossas crianças do nordeste sobreviviam com o mínimo do mínimo. A taxa de mortalidade infantil era elevada e éramos o 107º colocado no Ranking de Mortalidade da FAO, com 27.25 mortos/1000 nascidos vivos em 2000 e 23.47/1000 em 2010, ficando entre as posições de Trinidad e Tobago e Cabo Verde.

Essas taxas foram caindo ao longo do tempo em consequência das políticas de proteção social implementadas no princípio de 2002, e incrementadas nos anos seguintes.

Era muitíssimo comum ouvir expressões como “você não pode dar o peixe, tem que ensinar a pescar!”. Ocorre que, já antes daquele tempo, o campo progressista entendeu que, para que uma pessoa “aprendesse a pescar”, ela teria que ter força para segurar a vara de pesca. O mesmo ocorre com a criança em idade escolar – os velhos dizem, com sua sabedoria: ninguém aprende de barriga vazia!

Essa visão, ampla e inclusiva, permitiu que, não apenas a mortalidade infantil diminuísse, mas assim também a mortalidade materna, a evasão escolar, a ocorrência de doenças evitáveis, sem esquecer da desnutrição e saída de tantos milhões de pessoas da pobreza absoluta.

Neste momento em que a luta é tida como perdida, se olharmos ao redor, veremos soluções. Vamos por pontos.

ESTE É O NOSSO PAÍS

Então, nada mais lógico que tomar de volta o que o governo tira, dia após dia, o que é nosso.

Devido a uma sucessão de erros do atual governo, nosso poder de compra está caindo a cada dia. Neste exato momento, vemos que os alimentos da cesta básica estão subindo muito de preço. O arroz, por exemplo. Veja só, quanto você pagava por um saco de arroz de 5 kg há seis meses? E hoje?

Quanto você pagava 5 kg de arroz? Quanto paga agora?

Esse é o preço colhido hoje (13/09/2020) em um supermercado em bairro de classe média de Mogi das Cruzes. É, portanto, o preço do varejo. (foto acima)

Este é o valor do saco de 5 kg de arroz na cidade do Rio de Janeiro/RJ

E se, no lugar de comprarmos em supermercados, déssemos preferência aos mercadinhos, com marcas mais em conta ou, fizéssemos nossas compras em conjunto com nossos vizinhos em uma empresa atacadista?

Estes preços foram obtidos a partir de sites de empresas atacadistas existentes em todo o País. Não foi possível obter fotos na loja de um atacadista da minha cidade…havia seguranças no local, limitando a quantidade e as fotos.

Essa entidade abstrata chamada ‘o mercado‘ não está interessada no fato de as pessoas passarem necessidades alimentares ou sanitárias. É o lucro que importa. Agora, esse próprio mercado diz que os preços variam conforme há oferta e demanda. Se não houver demanda nos supermercados, terão que baixar os preços.

[ Este artigo faz parte de um conjunto a ser publicado rapidamente. Obrigado por ter lido. Pense nisso! ]

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